No início do mês de julho, numa dessas “Caixas da Verdade” que o Orkut disponibiliza para que recebamos mensagens anônimas (às vezes interessantes, às vezes não), eu recebi a seguinte mensagem: “Tu é esquizita, muito.”
Desconsiderei os erros ortográficos e prestei atenção somente na mensagem. O que eu respondi? “Me desculpe.” E ri.
A pessoa provavelmente pensou que eu era louca ou que eu tinha um senso de humor duvidoso, afinal quem se desculpa ao receber uma mensagem dessas? Eis a resposta que recebi: “Não precisa se desculpar. Eu ri.”
Eu sei que há outras pessoas que compartilham da mesma opinião sobre a minha possível “loucura” e até sobre minha esquisitice. Quem sabe? Talvez eles estejam certos. Mas eu queria repetir: desculpe.
Desculpe eu não ser uma garota “normal”, que tenta seguir os padrões “comuns” da beleza, pelo qual milhares de garotas morrem de bulimia e anorexia e matam pela roupa e sapatos perfeitos; que pertence à população hiperconsumista que possuem as coisas pelo simples prazer de possuí-las e que ajudam a destruir o mundo com seus objetos descartáveis e não-duráveis; que assiste ao jornal à noite, ouve todas as notícias ruins e vai dormir como se não vivesse no mesmo mundo (se liga! Todos estamos na Terra); que vive para o próximo fim de semana; que liga pro namorado a cada 5 minutos (pense que é como sua mãe te ligando a todo momento para saber onde você está!); que desafia e desobedece sem culpa aos pais; que não respeita os idosos (se você pensa que não vai ficar velho um dia, é melhor você arranjar um jeito de morrer logo. Que tal as drogas?); que trata as pessoas como seus criados...
Cara, se isso é ser normal, desculpe, mas eu prefiro ser esquisita, muito.

Nenhum comentário:
Postar um comentário